Governadores cobram classificação PCC e CV como terroristas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Governadores cobram classificação de PCC e CV como terroristas

Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro Foto: Reprodução
Cláudio Castro, Governador do Rio de Janeiro Foto: Reprodução

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Por Redação

Líderes estaduais vão ao Rio nesta quinta (30) em apoio a Cláudio Castro

Governadores de oposição ao presidente Lula decidiram pressionar pela votação do projeto de lei que classifica o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, segundo apuração da CNN.

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A decisão foi tomada em reunião virtual na manhã de quarta-feira (29), conduzida pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que lidera o movimento. A comitiva de governadores se reúnem com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta quinta-feira (30).

O grupo pretende manifestar apoio ao projeto que busca equiparar ao terrorismo as ações de facções e milícias, como o domínio territorial e os ataques a serviços públicos, o que permitiria penas mais duras aos envolvidos.

“Nossa proposta é que os governos cedam homens de suas polícias, tanto na área de inteligência quanto no efetivo, para auxiliar o Rio de Janeiro neste momento. O combate ao crime organizado não pode ter fronteiras. É uma responsabilidade de todos”, afirmou à CNN o governador Jorginho Mello.

Além de discutir o avanço do projeto, os governadores vão propor cooperação imediata entre estados, com troca de informações e recursos estratégicos na área de segurança.

O encontro ocorre em meio à repercussão da megaoperação policial no Rio, considerada a mais letal da história do estado, e que levou a novas discussões sobre o fortalecimento do combate ao crime organizado em nível nacional.

A discussão interna no PT

A reportagem deste site apurou com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que o partido irá orientar voto contrário a qualquer proposta que classifique os traficantes do Rio de Janeiro como narcoterroristas. Para os petistas, essa medida “não funciona” porque colocaria em risco a soberania brasileira.

Internamente, a avaliação é de que essa classificação poderia abrir precedente para a presença de forças estrangeiras no país — cenário semelhante ao que ocorre atualmente na Venezuela e na Colômbia, segundo o próprio líder, ao se referir ao envio de tropas americanas para o solo latino sob o argumento de combate ao crime.

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