Procurador dá 48 horas para envio de perícias com descrição de lesões, identificação de projéteis e distância dos disparos
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu ao Instituto Médico Legal (IML) a entrega, em 48 horas, das informações completas sobre as perícias dos mortos na megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.
O ofício, assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão Adjunto, Julio José Araujo Junior, foi encaminhado ao diretor do IML, André Luís dos Santos Medeiros, e destaca a “urgência do tema”.
O documento lista oito exigências mínimas para os laudos:
- descrição completa das lesões externas e internas;
- identificação e extração de projéteis;
- exames radiográficos;
- croqui das lesões;
- fotografias detalhadas das feridas e das características individuais;
- e informações sobre a trajetória e a distância dos disparos.
De acordo com o governo do Rio, 119 pessoas morreram durante a operação, incluindo quatro agentes das polícias Civil e Militar. As demais foram classificadas como suspeitos ligados ao Comando Vermelho.
Moradores das comunidades relataram ter retirado corpos de áreas de mata próximas ao local dos confrontos.
Na terça-feira (28), o MPF e a Defensoria Pública da União (DPU) já haviam solicitado informações oficiais ao governador Cláudio Castro (PL) sobre a ação policial.
Governador exaltou operação e disse que ela teria deixado somente “quatro vítimas”, em referência aos policiais mortos. A Polícia fluminense prendeu 113 pessoas e apreendeu 10 adolescentes. Entre os detidos, 33 são de outros estados. Segundo a PCERJ, foram apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis.
