Firjan aponta perdas de R$ 325 milhões em 2024, que se concentram na Baixada e Zona Norte do Rio
O roubo de cargas voltou a crescer no estado do Rio de Janeiro e já causa um rombo bilionário à economia fluminense. Dados da Firjan mostram que, apenas em 2024, o crime movimentou R$ 325 milhões em prejuízos diretos, com 3.438 caminhões roubados, uma média de nove por dia.
O problema traz um custo invisível, mas muito alto de gastos das empresas com segurança privada e seguros, que chega a representar 84% das perdas totais.
Segundo o levantamento, apenas 16% do impacto financeiro é o valor do roubo em si, o restante vem do aumento do risco e das medidas de proteção adotadas pelos empresários.
Região metropolitana concentra quase todos os casos
Quase todo o mapa da violência contra cargas se concentra na Região Metropolitana, responsável por 99% das ocorrências. Entre os pontos mais críticos estão:
Campos Elíseos (Duque de Caxias) — 10% dos casos em 2024, com média de um roubo por dia;
São João de Meriti, Pavuna, Bonsucesso e Vicente de Carvalho, também com alta incidência;
Crimes majoritariamente registrados em dias úteis, entre 9h e 12h, período de maior circulação de veículos de transporte.
O estado havia conseguido reduzir o número de roubos entre 2018 e 2023, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso, depois de um pico histórico entre 2013 e 2017. Agora, o avanço da violência volta a desafiar o setor produtivo.
De janeiro a setembro de 2025, o Rio já contabiliza 2.168 roubos de carga, segundo dados parciais da Firjan obtidos pela CNN. O aumento é de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, 31 ocorrências a mais.
Sete centros de segurança (CISP) concentram mais da metade dos registros:
Duque de Caxias — 290 casos
Campos Elíseos — 216 casos
São João de Meriti — 168 casos
Pavuna — 125 casos
Bonsucesso — 115 casos
Vicente de Carvalho — 90 casos
Belford Roxo — 82 casos
