SP: Postos de suspeitos do PCC são alvos de operação
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Brasil

SP: Postos de empresários suspeitos de ligação com PCC são alvos de nova operação

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Por Redação

Operação Octanagem investiga postos ligados a Mohamad Mourad, foragido e suspeito de lavagem de dinheiro do PCC

Seis postos de combustíveis em São Paulo (SP), sendo cinco na Baixada Santista e um em Araraquara, no interior, são alvos da Operação Octanagem, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).

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A ação cumpre mandados de busca e apreensão contra estabelecimentos relacionados a Mohamad Hussein Mourad, suspeito de comandar a lavagem de dinheiro da maior facção criminosa do país: o PCC.

Ao todo, são cumpridos seis mandados: três em Praia Grande, dois em Santos e um em Araraquara. Quatro dos postos utilizam a bandeira Rodoil, que em 2025 estava presente em 33 dos 251 postos ligados a alvos da operação anterior, a Carbono Oculto.

Na época, a Rodoil informou que já monitorava os postos e iniciara o processo de distrato com os credenciados suspeitos.

Segundo a polícia, a Octanagem mira o lado “varejista” da organização criminosa, que segue em operação mesmo após a Carbono Oculto. A ação de hoje conta com apoio da Agência Nacional do Petróleo, do Ipem e da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Os postos vistoriados pertencem a Pedro Furtado Gouveia (cinco) e Luiz Ernesto Franco Monegatto (um), ambos alvos da Carbono Oculto por ligação com Mourad, que atualmente está foragido. Gouveia é o maior dono de postos entre os investigados, sendo sócio em pelo menos 56 estabelecimentos identificados pela Receita Federal e ANP. Monegatto possui participação em 13 postos.

As investigações indicam que os seis postos têm ligação com Himad, primo de Mohamad, descrito na Carbono Oculto como um dos expoentes do PCC. Em junho de 2025, uma compra realizada no Auto Posto Panamera, de Praia Grande, de Gouveia, gerou comprovante em nome do Auto Posto Ímola, de Araraquara, pertencente a Monegatto e Himad. Himad também já foi sócio de outros postos atualmente ligados a Gouveia.

Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, mobilizou mais de 1,4 mil agentes da Polícia Civil para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão, visando desarticular o esquema bilionário de lavagem de dinheiro comandado pelo PCC no setor de combustíveis.

Mais de 350 pessoas e empresas foram alvo da operação, que identificou sonegação de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Do total de postos investigados na Carbono Oculto, 33 ficam na Baixada Santista: 12 em Santos, 9 em Praia Grande, 6 em Guarujá, 3 em São Vicente, 2 em Cubatão e 1 em Mongaguá. Destes, 11 operam sem bandeira, enquanto os demais estão vinculados a Ipiranga (12), Rodoil (9) e BR Petrobras (1). Nenhuma distribuidora foi alvo direto da operação.

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