Operação Via Fracta cumpre mandados de busca em cidades do litoral e da Grande São Paulo
O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (24) a Operação Via Fracta para investigar supostas fraudes em licitação da Câmara Municipal de Guarujá, no litoral paulista. As apurações miram contratos de locação de veículos destinados ao uso dos vereadores.
A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com o Dope da Polícia Civil e o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado). Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital paulista, em São Bernardo do Campo e no próprio município de Guarujá, incluindo a sede da Câmara.
As investigações começaram em 2024, a partir de denúncia recebida pelo Gaeco. A representação apontava um suposto esquema envolvendo empresas coligadas que fariam parte de um mesmo grupo e o então presidente da Câmara.
O TCE identificou diversas irregularidades na execução contratual, reforçando os indícios de superfaturamento e de favorecimento.
Segundo o MP-SP, a Operação Via Fracta complementa a Operação Hereditas, realizada em outubro de 2024, que investigou fraudes em licitações na Câmara e na Prefeitura de Guarujá. Naquela ocasião, foram apreendidos celulares, documentos, computadores, HDs e dinheiro em espécie.
Na operação anterior, três vereadores e um candidato a prefeito foram investigados por receber propina para viabilizar as fraudes. Uma das empresas envolvidas pertencia a Cristiano Lopes Costa, o “Meia Folha”, apontado como líder do PCC. Ele foi assassinado em março de 2024, em Guarujá.
