O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU para reafirmar suas posições contrárias à agenda climática global. Ele classificou as mudanças climáticas como “a maior farsa já perpetrada contra o mundo”, chamando as previsões de especialistas de “burras”.
Segundo Trump, a energia verde é um “golpe” que levará os países à falência, e defendeu o uso do carvão como fonte de energia. Ele também celebrou a saída dos EUA do Acordo de Paris, ocorrida em seu governo anterior.
“Acabamos com aqueles renováveis, que chamam de renováveis, isso é balela. Acabamos com eólicas com aquelas pás patéticas. É a energia mais cara já inventada, não serve para alimentar as cidades. Nem é energia aquilo”, declarou, acrescentando: “A agenda verde é um golpe, o seu país vai falir.”
O presidente americano tentou descredibilizar as previsões climáticas citando declarações de décadas passadas. Ele mencionou uma previsão de 1982, de que as mudanças climáticas causariam uma “catástrofe global irreversível” nos anos 2000, e outra de 1989, de que nações poderiam desaparecer do mapa.
“Esse negócio de mudanças climáticas é o maior golpe já perpetrado no mundo, na minha opinião”, disse Trump. Ele questionou a legitimidade do aquecimento global, afirmando: “A mudança climática não importa se está esquentando ou esfriando. Isso não importa. Essas previsões estão sendo feitas por gente burra, os países entraram nesse golpe de agenda verde.”
Para Trump, o fato de esses eventos não terem se concretizado prova que o aquecimento global “não é uma ideia legítima”. “Bom, vejam só, ainda estamos aqui”, justificou.
Apesar de declarar amar a Europa, Trump alertou que o continente e outros países “estão destruindo a sua herança” ao adotar políticas de energia limpa. “Se vocês não impedirem, vocês vão fazer seus países falirem”, concluiu.
