Republicano reforçou política de que os EUA são só para americanos
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a maior parte de seu tempo para defender suas políticas de imigração e criticar nações que, segundo ele, não controlam suas fronteiras. O republicano afirmou que os países europeus e outros estariam “indo para o inferno” por causa da imigração irregular e criticou a ONU por, em sua visão, contribuir para essa “invasão”.
“Eu não falo nomes, mas eu vejo. Os seus países e a Europa estão sendo destruídos por imigrantes, e ninguém está fazendo nada sobre isso”, apontou Trump, que criticou diretamente o prefeito de Londres (Reino Unido), a quem chamou de “horrível” e “horroroso”.
Como prova, Trump citou dados de populações carcerárias de países europeus, afirmando que cerca de 50% dos presos na Alemanha, 53% na Áustria e 52% na Suíça são estrangeiros. “Eles não são bondosos, eles respondem bondade com crimes”, declarou.
O presidente americano argumentou que os EUA foram construídos com “sangue, suor, lágrimas e muito dinheiro” e estavam sendo destruídos por pessoas que vêm de outros países. Trump defendeu suas políticas de imigração, afirmando que os EUA tomaram medidas para acabar com a entrada descontrolada de imigrantes.
Ele denunciou ainda que, durante a administração de seu antecessor democrata, Joe Biden, milhares de crianças imigrantes foram traficadas, violentadas e desapareceram na fronteira sul dos EUA. O presidente acusou a “imprensa das fake news” de não divulgar a situação.
“É hora de pôr fim à experiência fracassada das fronteiras abertas”, disse Trump. “Vocês vão sujar seus países, pode ser a morte da Europa. Aqui serão proibidos. Os Estados Unidos são só para americanos”.
