O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) interpretou a sanção dos Estados Unidos à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, como uma resposta direta à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao programa Alive, do canal Cláudio Dantas, o parlamentar afirmou que, após a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão, “era esperado que ocorresse essa resposta do governo [Donald] Trump”. A primeira sanção, com tarifas de 50% em importações brasileiras, foi imposta em 9 de julho, junto com a primeira medida da Lei Magnitsky contra o ministro.
Eduardo Bolsonaro ressaltou que a sanção ocorre em um momento estratégico, às vésperas do discurso do presidente Lula na Assembleia Geral da ONU e em meio à discussão da proposta de anistia na Câmara. O petista chegou nesta segunda-feira (22) em Nova Iorque para abrir a reunião da ONU.
O deputado aproveitou a oportunidade para criticar o projeto de anistia, que foi rebatizado de “PL da Dosimetria”, e mandou um recado direto ao relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Eduardo rechaçou a ideia de reduzir penas, defendendo que a única solução para pacificar o país é uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.
“Falar em pacificação, sem que seja uma anistia sobre fatos, iniciada em 2019, através do inquérito das fake news… A perseguição continuará”, apontou o deputado, afirmando que uma redução de pena não impediria novos inquéritos e investigações. Segundo ele, o objetivo dos inquéritos é “varrer a oposição das candidaturas do Senado” em 2026.
O texto proposto por Paulinho de Força não contempla Bolsonaro e nem perdoa crimes, apenas reduz penas dos condenados por invadir os prédios da Praça dos Três Poderes.
“Falar qualquer coisa diferente disso [perdão do crimes] não vai gerar o resultado desejado e nem adianta barganhar com deputados federais no Brasil”, concluiu.
