Morador de Campos (RJ) fechou acordo com o MPF
Igor de Oliveira Rodrigues, de Campos dos Goytacazes (RJ), firmou acordo com o Ministério Público Federal e a Justiça para prestar 60 horas de serviços comunitários no processo em que foi acusado após chamar o Presidente Lula de “ladrão”. Em audiência na tarde de quinta-feira (18), ele se negou a pedir desculpas, como informou a CNN Brasil.
O episódio aconteceu em 14 de abril, quando a comitiva presidencial passava pela BR-101. Rodrigues emparelhou seu carro com o comboio e proferiu as ofensas; ele foi detido pela Polícia Federal, prestou depoimento e foi liberado. A situação foi registrada em vídeo.
Rodrigues é liderança da direita em Campos e integra o movimento Amor pelo Brasil. A PF registrou o caso como possível crime de injúria.
O acordo proposto pelo MPF é uma transação penal, aplicada a crimes de menor potencial ofensivo nos Juizados Especiais Criminais. Nesse tipo de ajuste, o autor do fato aceita cumprir pena restritiva de direitos ou multa em vez de responder a processo crimina.
Em declaração à CNN Brasil em agosto, Rodrigues afirmou ter exercido sua liberdade de expressão e disse que sua fala foi uma opinião política, não um ataque pessoal.
“Fui acusado de injúria, mas minha fala não teve a intenção de ofender a honra pessoal do presidente. Apenas exerci meu direito de liberdade de expressão, manifestando uma crítica política e minha indignação. O presidente foi ‘descondenado’, não inocentado, e essa é uma informação pública. Além disso, figuras públicas como Marina Silva, Geraldo Alckmin e Silas Malafaia já fizeram declarações semelhantes. Minha manifestação foi uma opinião política, não um ataque pessoal”, afirmou.
