Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes morreu na noite de segunda (15) em uma emboscada
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, morto ontem (15) em Praia Grande (SP), havia gravado uma entrevista para um podcast da Rádio CBN e afirmou não estar seguro.
Fontes afirmou viver sem segurança e “no meio” de integrantes do PCC. “Desde 2002 fui encarregado de fazer investigações relacionadas com o crime organizado, especificamente ao PCC. Eu moro sozinho aqui, eu vivo sozinho na Praia Grande, que é o meio deles. Hoje, eu não tenho estrutura nenhuma”, disse.
Imagens de câmera de segurança registraram o momento do crime. O ex-delegado dirigia em alta velocidade — possivelmente já fugindo — e colidiu com um ônibus ao tentar fazer uma curva. Após a batida, três homens com fuzis desceram do veículo que perseguia Fontes. Um ficou apontando a arma para quem passava na rua, enquanto dois se aproximaram e executaram o ex-delegado-geral.
Quem era Ruy Ferraz Fontes
Fontes era secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande desde 2023. Especialista no combate a facções criminosas, foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no Estado quando chefiou a Deic (Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais) em meados dos anos 2000.
Força-tarefa do governo de SP
O governo de São Paulo criou uma força-tarefa para investigar a morte. O governador Tarcísio de Freitas (SP) declarou nesta terça (16) que trabalha “para identificar e prender os criminosos responsáveis, para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”.
