Magistrado quer saber nomes de agentes que acompanharam ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 24 horas para a Polícia Penal do Distrito Federal detalhar a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua ida ao Hospital DF Star, em Brasília, neste domingo (14). A medida, emitida em um despacho nesta segunda-feira (15), questiona especificamente a demora na saída do ex-presidente após a alta médica.
Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por supostamente liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado.
A ida ao hospital, autorizada judicialmente, foi a primeira vez que ele deixou a residência desde sua condenação, acompanhado de uma escolta da Polícia Penal e dos filhos Carlos e Jair Renan Bolsonaro.
No pedido, Moraes exige um relatório completo sobre a operação, incluindo:
- O carro utilizado no transporte de ida e volta;
- O nome dos agentes que o acompanharam dentro do quarto;
- O “motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”.
Imagens feitas pela TV Globo no domingo mostram que, ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu por mais de seis minutos ao lado do carro da Polícia Penal, enquanto cumprimentava e era ovacionado por apoiadores que gritavam palavras de ordem e tiravam fotos.
O ex-presidente chegou ao hospital por volta das 8h da manhã e saiu no início da tarde, por volta das 14h30.
