A empresa Engelplan Construções e Locações, é alvo de ação do Ministério Público Federal (MPF) acusada de corrupção empresarial, fraude em licitação e superfaturamento em obras públicas no município de Patos (PB), reduto eleitoral da família do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep). O contrato investigado foi firmado um dia antes de o pai de Motta, Nabor Wanderley Filho, assumir a prefeitura.
As investigações, parte da Operação Outside, revelaram um esquema ilegal que envolvia agentes públicos e empresários durante a licitação e a execução da restauração de avenidas na cidade.
Segundo o MPF, servidores públicos teriam inserido cláusulas restritivas no edital e fornecido informações privilegiadas para beneficiar a Engelplan. A procuradoria também aponta que a propina era paga de forma sistemática, usando codinomes.
O dano direto aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 1,3 milhão, valor que pode aumentar devido à baixa qualidade da execução das obras. As investigações também revelaram um superfaturamento milionário por meio de aditivos e alterações técnicas no projeto, incluindo o uso de materiais abaixo das especificações.
A ação busca o bloqueio de bens da empresa e a condenação a perda dos valores obtidos de forma ilícita e a proibição de receber recursos públicos.
Em abril, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) já haviam cumprido mandatos de busca e apreensão no município, sob suspeita de desvio de verba parlamentar enviada por Motta.
O presidente da Câmara não é investigado.
