Torres defende liberdade de expressão em julgamento do STF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Torres critica PGR e defende liberdade de expressão em julgamento do STF

Torres
Advogado Demóstenes Torres. Foto: Luiz Silveira/STF.

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Por Redação

Defensor afirma que há incongruência nos pedidos da PGR

O advogado de Almir Garnier Santos, Demóstenes Torres, afirmou em sua defesa que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, demonstra incongruência em seu pedido. Torres argumentou:

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“Ao invés de se cumprir tudo que se estava pactuado, que eram a concessão de benefícios, de perdão judicial, da pena no valor máximo e que haveria uma conversão automática de pena privativa de liberdade em restritiva de direito, o PGR (Paulo Gonet) pleiteia agora justamente o contrário! (…) Então é bastante incongruente”.

Ao final de sua manifestação, Torres mencionou o livro Contra Toda Censura, do diplomata Gustavo Maultasch, destacando a importância da liberdade de expressão para o Estado Democrático:

“O princípio da liberdade de expressão existe precisamente para proteger o discurso dissidente. Ele existe para permitir aqui que o pensamento hegemônico considera ofensivo, errado, ruim. Protege discurso que nós consideramos ruim, odioso. Se ele protege até isso, ele protegerá todo o resto. E assim nós teremos, sobre a força inabalável desse princípio, a liberdade para pensar, falar e criticar o que quisermos”.

Acenos aos ministros e cigarro para Bolsonaro

Torres utilizou boa parte do tempo reservado à defesa de seu cliente para fazer elogios aos ministros. No início de sua fala, dirigiu-se a Luís Fux: “Dizem que o senhor passou em primeiro lugar no concurso do Ministério Público, isso é um grande feito!”, disse.

O advogado também afirmou que pode ser uma das únicas pessoas no país que aprecia tanto Jair Bolsonaro quanto Alexandre de Moraes:

“Então, se o Bolsonaro precisar de eu levar cigarro para ele em qualquer lugar, pode contar comigo. Ele é uma pessoa que eu gosto. Talvez seja a única pessoa no Brasil que goste do ministro Alexandre Moraes e goste do ex-presidente Jair Bolsonaro”.

Sobre seu cliente, o advogado afirmou que teve “pena”, de Garnier:
“Um dia bateu na minha porta o Almirante Garnier. Fiquei com pena dele, porque é uma pessoa que vai entrar agora 65 anos, não tem recursos para pagar o advogado (…) É uma figura que eu considero muito importante na minha vida”.

 

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