Em seu depoimento à Câmara dos Deputados, Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, acusou diversas agências de checagem de fatos no Brasil de serem, na verdade, instrumentos de censura.
Segundo ele, organizações como o Projeto Comprova, a Lupa e a Abraji são “marionetes do governo americano”, pois recebem financiamento da agência USAID para operar.
Benz argumenta que essas agências atuam em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um esquema de censura.
Ele explicou que, após o início da colaboração entre a USAID e o TSE, o volume de ações contra a desinformação aumentou. O processo funcionaria da seguinte forma: quando uma publicação era identificada com potencial para ser “censurada”, o TSE a enviava para ser avaliada por essas agências, que então decidiam se o conteúdo permaneceria online.
De acordo com Benz, esse “consórcio de censura” inclui também outros sites de checagem como o Fato ou Fake e o Aos Fatos. O ex-secretário reitera que essa foi uma “ação parasitária” de censura, disfarçada sob o pretexto de fortalecer instituições.