Ministro é incluído na lista de pessoas sancionadas e classificado como ameaça à segurança nacional dos EUA
O governo dos Estados Unidos acaba de incluir o nome de Alexandre de Moraes na lista de cidadãos estrangeiros alvos da Lei Global Magnitsky. O ministro do Supremo é acusado de usar seu “cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”; sendo classificado como “ameaça à segurança nacional” dos EUA.
O nome do ministro já consta no sistema do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), responsável por administrar e aplicar os programas de sanções.

Em um comunicado justificando a aplicação da lei, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que Moraes “assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras“.
Bessent disse que “Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.
“A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.

A Lei Magnitsky é um dispositivo da legislação americana, aprovado durante o governo de Barack Obama em 2012, que permite aos Estados Unidos impor sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.
As sanções podem incluir o bloqueio de contas bancárias e bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.
