Comitê do governo Lula avalia redução de imposto para kits de montagem da BYD
O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), órgão ligado ao governo Lula e composto por representantes de 11 ministérios, marcou para quarta-feira (30) uma reunião extraordinária para deliberar sobre pleitos da montadora chinesa BYD.
O encontro ocorre dois dias antes da entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Integrantes do governo negam relação entre os dois fatos.
A frota de carros de órgãos do governo brasileiro, incluindo a Presidência da República, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal de Contas da União (TCU), conta com veículos da BYD que solicitou a redução da alíquota de importação de kits automotivos.
Para veículos elétricos no formato SKD (semipronto), o pedido é de corte de 18% para 5%. Para híbridos CKD (completamente desmontados), a solicitação é de redução de 20% para 10%.
As operações da montadora em Camaçari (BA) começaram em junho. A empresa monta veículos com peças importadas da China. A expectativa é que o presidente Lula visite a fábrica em agosto. Ele já declarou publicamente que a BYD promove “uma revolução na indústria automobilística brasileira”.
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) se posicionou contra o benefício à BYD. Em cartas enviadas ao vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, a entidade alertou para o impacto da medida sobre a indústria nacional.
