A Polícia Federal (PF) concluiu a análise do pen drive encontrado no banheiro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Fontes próximas à investigação afirmam que o conteúdo do dispositivo não apresenta relevância para o inquérito que apura suposta articulação com os Estados Unidos para sancionar autoridades brasileiras em busca de anistia. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga o fantasioso crime contra o Estado Democrático de Direito.
Bolsonaro negou qualquer vínculo com o pen drive. Em declaração na sexta-feira (18), o ex-presidente afirmou: “Uma pessoa pediu para ir ao banheiro, mostrei o caminho, e ela voltou com um pen drive. Nunca abri um pen drive na minha vida. Não tenho laptop em casa para isso. Fico preocupado com essas coisas”.
Foco no celular e outros materiais apreendidos
Enquanto o pen drive não trouxe avanços, a perícia no celular de Bolsonaro segue em curso, sem prazo definido para conclusão. Investigadores explicam que a extração de dados em nuvem exige tempo, mas buscam informações que possam esclarecer os rumos da investigação. Além do dispositivo, a PF apreendeu uma cópia impressa de uma ação judicial movida nos EUA pela plataforma Rumble contra Moraes, com apoio do Trump Media & Technology Group, empresa ligada a Donald Trump. A ação alega censura judicial por parte do ministro.
A investigação mantém atenção no material apreendido, especialmente no celular, que pode conter elementos cruciais para o desdobramento do caso.
