Indústria e agro pressionam Lula por negociação após tarifa de Trump - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Indústria e agro pressionam Lula por negociação após tarifa de Trump

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Por Redação

Federações pedem resposta diplomática ao governo dos EUA para evitar prejuízos ao setor produtivo brasileiro

Após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por parte do presidente Donald Trump, federações industriais e do agronegócio passaram a cobrar reação do governo Lula. A medida, vinculada a críticas à gestão federal e ao STF, gerou preocupação sobre os impactos na economia nacional.

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“A sobretaxa dos Estados Unidos às exportações brasileiras, principalmente de produtos agropecuários, acende um sinal de alerta”, afirmou Ágide Meneguette, presidente interino da Federação da Agricultura do Paraná. Segundo ele, a medida compromete a presença do Brasil no mercado internacional e exige ação do governo para proteger o agro.

A Confederação Nacional da Indústria defendeu o reforço da via diplomática com a gestão republicana. “A prioridade deve ser intensificar a negociação com o governo de Donald Trump”, declarou a entidade em nota..

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) alertou para o risco de cancelamento de investimentos no país. Em nota, a entidade apontou que o Brasil tem adotado posições de desalinhamento com os EUA, o que precisa ser revisto.

O setor plástico também prevê impactos. “A tarifa de 50% torna praticamente inviável exportar aos EUA”, afirmou José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast. O segmento teme queda no faturamento, na rentabilidade e nos empregos.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro relembrou que, além da nova tarifa, os EUA já haviam aplicado taxas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio em março. A entidade apontou que os EUA são hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil e o maior investidor estrangeiro no país.

Segundo dados oficiais, os EUA importaram US$ 42 bilhões em produtos brasileiros em 2024, enquanto o Brasil comprou US$ 44 bilhões em produtos norte-americanos. A interdependência preocupa o setor produtivo.

Em nota, o presidente Lula citou a Lei de Reciprocidade Econômica como possível reação. A norma permite retaliações comerciais, inclusive na área de propriedade intelectual. A aplicação da lei, no entanto, pode intensificar tensões comerciais entre os dois países.

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