Trump diz que Brasil “não tem sido bom” e prepara medidas duras
A primeira-dama Janja da Silva protagonizou um momento constrangedor nesta quarta-feira (9), ao responder a uma pergunta de jornalistas sobre o novo tarifaço que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu mais cedo impor ao Brasil. A fala foi feita quando o presidente Lula deixava o Palácio do Itamaraty após um almoço com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.
Ao ser abordado por repórteres com a frase “Trump disse que vai anunciar tarifas contra o Brasil…”, Lula preferiu o silêncio. Coube a Janja intervir, aparentemente incomodada: “Ai, cadê meus vira-latas”, disse.
Diante da repercussão negativa, a assessoria de Janja divulgou uma nota tentando conter os danos. Segundo o comunicado, a expressão não teria sido dirigida à imprensa, mas sim a bolsonaristas que, segundo ela, estariam “traindo os interesses e a soberania do Brasil”.
O incômodo surgiu em meio a declarações diretas de Trump, que incluiu o Brasil entre os países que serão notificados por novas tarifas comerciais.
“O Brasil, por exemplo, não tem sido bom conosco, nada bom”, afirmou o presidente americano durante evento com líderes da África Ocidental na Casa Branca.
Ele prometeu divulgar os detalhes do tarifaço ainda nesta quarta ou na manhã de quinta-feira (10).
As novas medidas dos Estados Unidos estabelecem tarifas de importação entre 25% e 40% para determinados produtos, com vigência a partir de 1º de agosto. O governo americano começou a enviar a segunda leva de notificações a seus parceiros comerciais nesta quarta.
Deputado Zucco rebate atitude de Janna
Para o deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, a frase dita por Janja no Palácio do Itamaraty foi “inaceitável sob qualquer ângulo”, e classificou a atitude da primeira-dama como um “ataque baixo, covarde e autoritário”, seja contra a imprensa ou contra autoridades estrangeiras.
Para ele, Janja age como quem ocupa uma função pública, mesmo sem ter recebido um único voto, e usa a máquina pública para ostentar, viajar e, agora, “agredir verbalmente jornalistas e interlocutores estrangeiros”.
