Lula dobra aposta na retórica de ricos contra pobres e defende Haddad - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Lula dobra aposta na retórica de ricos contra pobres e defende Haddad

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Por Redação

Lula diz que responsabilidade fiscal não é problema de seu governo

O presidente Lula voltou a investir em seu discurso de enfrentamento à elite econômica ao defender o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e criticar o que chamou de “rebelião” contra propostas do governo que aumentam a carga tributária sobre os mais ricos. A declaração ocorreu nesta terça (1º) durante o lançamento do Plano Safra Empresarial 2025/2026, evento voltado a médios e grandes produtores.

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Quando a gente coloca que a pessoa ganha mais de R$ 1 milhão tem que pagar um pouco mais, é uma rebelião. Ou seja, nós estamos querendo que 140 mil pessoas paguem mais para beneficiar 10 milhões de pessoas”, afirmou Lula.

A fala ocorreu cerca de uma hora após a AGU (Advocacia-Geral da União) protocolar no STF um recurso para reverter a derrubada, pelo Congresso, do decreto que aumentava o IOF. O imposto incide sobre operações financeiras e afeta diretamente contribuintes de maior renda, justamente o público-alvo das recentes investidas do governo.

A gestão petista tem atribuído os obstáculos fiscais às “resistências” dos que não querem perder privilégios. Lula acusou críticos do governo de agirem por interesses eleitorais e rejeitou o argumento de que seu governo seria irresponsável fiscalmente.

Como alguém tem coragem de falar em responsabilidade fiscal no nosso governo?”, questionou.

O presidente também deixou claro que, para ele, o avanço da agenda econômica depende exclusivamente da vontade política do Congresso Nacional.

Esse país vai ser o que a gente quiser que ele seja, é só a gente determinar. Ninguém está querendo tirar nada de ninguém, só queremos tirar os privilégios de alguns para melhorar a vida de outros”, afirmou.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já avisou que não há clima entre os parlamentares para aumento de impostos. A derrota deixou clara a falta de base de Lula no Legislativo, mesmo em pautas prioritárias da equipe econômica.

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