Elon Musk prometeu nesta terça-feira (1) usar sua fortuna para liderar uma ofensiva contra os membros do Congresso dos Estados Unidos que endossarem o ambicioso plano de gastos do presidente Donald Trump. O empresário tem criticado fortemente a proposta, que, segundo ele, representará um acréscimo de US$ 3,3 trilhões ao déficit público do país.
“Todos os membros do Congresso que fizeram campanha pela redução dos gastos do governo e imediatamente votaram pelo maior aumento da dívida da história deveriam se envergonhar! E perderão suas primárias no ano que vem, mesmo que seja a última coisa que eu faça na Terra“, escreveu Musk em sua plataforma X.
Horas depois, o CEO da Tesla e da SpaceX intensificou as críticas. Chamando o projeto de lei de “insano e destrutivo”, ameaçou criar uma nova força política caso a proposta seja aprovada. “O Partido da América será formado no dia seguinte”, afirmou, complementando em outra publicação que seria “hora de um novo partido político que realmente se importa para as pessoas”. Ele comparou os gastos massivos a um “país de partido único – o PARTIDO DO PORKY PIG!!“, em referência ao personagem Gaguinho.
A postura de Musk marca uma drástica guinada em seu relacionamento com Trump. O bilionário, que anteriormente contribuiu com cerca de US$ 277 milhões para a campanha presidencial do republicano e liderou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), uma iniciativa federal de corte de custos sob a administração de Trump, tem agora lançado duras críticas.
Ele argumenta que a legislação aumentará excessivamente a dívida nacional, desfazendo todas as economias que alegou ter alcançado via DOGE, que teria poupado US$ 190 bilhões (embora uma análise independente da Partnership for Public Service tenha sugerido que o esforço poderia ter custado aos contribuintes US$ 135 bilhões).
Trump e Musk estavam alinhados no objetivo de reduzir benefícios sociais, iniciativas ambientais e de saúde, e programas de assistência humanitária mundial. No entanto, desde que o bilionário deixou o DOGE, suas críticas ao plano de gastos do presidente tornaram-se mais frequentes.
A versão do Senado do plano de gastos, apelidada por Trump de “grande e belo projeto de lei”, adicionaria quase US$ 3,3 trilhões ao déficit na próxima década, segundo estimativa do escritório de orçamento do Congresso. A versão aprovada pela Câmara, por sua vez, adicionaria US$ 2,4 trilhões ao déficit no mesmo período.
Musk expressou desprezo por ambas as propostas, lamentando não apenas as disposições de gastos, mas também o corte de subsídios para veículos elétricos. Ele declarou que a legislação “dá esmolas às indústrias do passado enquanto prejudica severamente as indústrias do futuro”.
A ruptura no relacionamento entre Musk e Trump gerou volatilidade para a Tesla, com as ações da empresa sofrendo grandes oscilações de preço que chegaram a eliminar aproximadamente US$ 150 bilhões de seu valor de mercado, embora a empresa tenha se recuperado desde então.
Mais cedo, Donald Trump, afirmou que pode considerar a deportação de Elon Musk, empresário sul-africano naturalizado norte-americano. Veja a declaração completa clicando aqui.
