Enap assume execução do concurso
O governo Lula vai ampliar as cotas raciais e impor um critério de paridade entre homens e mulheres na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), também conhecido como “Enem dos concursos”. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 30% das vagas serão reservadas para negros, indígenas e quilombolas.
A divisão seguirá o que prevê a nova Lei de Cotas: 25% das vagas serão destinadas a negros, 3% a indígenas e 2% a quilombolas. O edital também manterá a cota de 5% para pessoas com deficiência. A ministra Esther Dweck apresentou os detalhes nesta segunda-feira (30) e confirmou que o edital será publicado ainda nesta semana.
A novidade é a tentativa de equiparar a quantidade de mulheres classificadas para a segunda fase do concurso, quando o percentual for inferior a 50%. O governo afirma que essa medida não configura reserva de vagas, pois todos os homens classificados seguirão para a etapa seguinte.
Na prática, se um cargo com 20 vagas tiver previsão de convocar nove vezes esse número de candidatos para a prova discursiva (180), serão chamados 117 pela ampla concorrência e 63 por cotas. Caso os 117 da ampla concorrência incluam 65 homens e 52 mulheres, outras 13 mulheres serão chamadas para igualar a proporção.
O mesmo cálculo será aplicado separadamente para cada grupo de cotas e para cada especialidade. Segundo o MGI, a nota final ponderada continuará sendo composta pelas provas objetiva, discursiva e títulos, quando for o caso.
A nova edição do CNU também traz mudança na execução. A responsabilidade agora será da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que passa a organizar todas as etapas do concurso, incluindo a divulgação dos resultados e o acompanhamento dos candidatos.
