Em comunicado divulgado nesta semana, o Grupo dos Sete (G7) expressou apoio a Israel e classificou o Irã como “a principal fonte de instabilidade e terror regional”. A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
“Afirmamos que Israel tem o direito de se defender. Reiteramos nosso apoio à segurança de Israel”, afirmaram os líderes do G7. O grupo reúne Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. A União Europeia também participa do encontro.
O documento afirma ainda que “o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear” e pede “redução mais ampla das hostilidades no Oriente Médio, incluindo um cessar-fogo em Gaza”.
A guerra entre Israel e Irã começou na última sexta-feira (13), com ataques aéreos israelenses. O G7 considera que a ofensiva se dá após anos de ameaça representada pelo avanço do programa nuclear iraniano.
A declaração foi divulgada logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixar antecipadamente a cúpula no Canadá. Segundo a Casa Branca, o retorno foi motivado pela situação no Oriente Médio. Trump negou que a saída tenha relação com negociações de cessar-fogo, rebatendo afirmações do presidente francês Emmanuel Macron. “Errado! […] Certamente não tem nada a ver com um cessar-fogo. É algo muito maior do que isso”, escreveu Trump na Truth Social.
Mais cedo, Trump já havia pedido a evacuação imediata de Teerã. “O Irã deveria ter assinado o ‘acordo’ que eu disse para assinar. […] Todos devem evacuar Teerã imediatamente!”, escreveu.
O governo iraniano, por sua vez, acionou países como Omã, Catar e Arábia Saudita para intermediar pressão internacional por um cessar-fogo. O Irã condiciona eventuais concessões na pauta nuclear à interrupção dos ataques israelenses.
Enquanto isso, os combates prosseguem. Nesta terça-feira (17), Israel confirmou o bombardeio à sede da emissora estatal iraniana. Três pessoas morreram. Em Teerã, houve explosões e fumaça foi registrada na zona leste da cidade. O sistema de defesa aérea foi acionado também em Natanz, onde há instalações nucleares.
Israel também atingiu alvos militares, depósitos de armas e lançadores de mísseis. Sirenes de ataque aéreo soaram em Tel Aviv, Jerusalém e Herzliya, onde um edifício foi atingido.
Segundo balanço parcial, o conflito deixou ao menos 224 mortos no Irã e 24 em Israel — a maioria civis.
