Khamenei traiu todos os acordos firmados e mentiu todas as vezes sobre não desenvolver uma bomba nuclear
Donald Trump usou a Truth Social para pedir que os moradores de Teerã evacuem a capital iraniana imediatamente. O alerta do presidente dos Estados Unidos soou como prenúncio de um ataque massivo nas próximas horas, com consequências imprevisíveis e um objetivo claro: pôs fim às capacidades do regime de Ali Khamenei de desenvolver um artefato nuclear.
“O Irã deveria ter assinado o ‘acordo’ que eu disse para assinarem. Que vergonha, e desperdício de vidas humanas. Em poucas palavras: O IRÃ NÃO PODE TER UMA ARMA NUCLEAR. Eu já disse isso várias vezes! Todos deveriam evacuar Teerã imediatamente!”
Logo após a publicação, longas filas de veículos se formaram nas rodovias que conectam a capital do Irã com outras cidades. Cerca de 17 milhões de pessoas vivem em Teerã e em sua região metropolitana. A evacuação de uma população desse tamanho não se dará facilmente e nem rapidamente, mas quem ficar poderá virar dano colateral.
PROGRAMA NUCLEAR
O programa nuclear iraniano, criado com fins pacíficos e com ajuda dos EUA na década de 1950, ganhou vertente militar após a revolução islâmica de 1979. Ali Khamenei, o ‘líder supremo’ do regime dos aiatolás, sempre negou que seu objetivo fosse obter uma bomba nuclear, mas todos os seus gestos até aqui indicam o contrário.
Khamenei mandou construir secretamente a base de Natanz, uma instalação subterrânea numa planície ao lado de montanhas perto de Qom. A central tem capacidade para 50 mil centrífugas, embora haja registro de pelo menos 11 mil em operação. Também construiu secretamente a base de Fodow, encravada numa das montanhas, onde haveria ao menos 1 mil centrífugas de última geração em atividade.
Sem contar o reator de pesquisa de água pesada (Khondab), que pode facilmente produzir plutônio, que, como o urânio enriquecido, pode ser usado para fazer o núcleo de uma bomba atômica.
Medições informais da Agência Internacional de Energia Atômica indicam que o Irã aumentou brutalmente seus estoques de urânio enriquecido a 60% — bem acima dos 20% para fins pacíficos — e também já obteve enriquecimento a 87%, perto dos 90% necessários para uma bomba nuclear. Além disso, suas Forças Armadas já possuem mísseis balísticos hipersônicos e a capacidade técnica para armá-los com ogivas.
Apesar dos ataques israelenses, que mataram cientistas, chefes militares e destruíram diversas instalações nucleares, só os EUA possuem a bomba antibunker (GBU-57/B (Massive Ordnance Penetrator) e a aeronave (Stealth B-2 Spirit) para lançá-la. Único meio para o atingimento de dois objetivos militares: penetrar em Fodow e no bunker onde está Khamenei em Teerã.
Quando Trump diz que o Irã não pode ter uma arma nuclear, ele está falando sério e me parece que EUA e Israel chegaram à conclusão de que negociar com o ‘líder supremo’ iraniano é inócuo e uma demonstração de ingenuidade — mesmo erro que Benjamin Netanyahu cometeu com o Hamas.
Falando em ingenuidade, vale registrar que, apesar da enorme capacidade de produzir combustível nuclear, a única usina em atividade no Irã (Bushehr) é alimentada com combustível russo; o que torna toda a justificativa oficial iraniana uma grande piada.
A piada vira deboche diante da justificativa de investimento em geração nuclear para fins pacíficos. Afinal, o Irã possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo e a maior reserva de gás, cujos estoques poderiam durar mais de um século. E não me parece que Khamenei esteja preocupado com o aquecimento global.
