Além de Gilson Machado, a Polícia Federal também cumpriu mandado de prisão contra o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Delator na ação penal que investiga a trampa golpista, Cid é suspeito de tentar deixar o país com ajuda de Gilson Machado.
O ex-ministro do Turismo é acusado de buscar um passaporte português para o militar. Apesar do mandado de prisão ter sido cumprido, o ministro Alexandre de Moraes decretou logo depois sua revogação e marcou audiência urgente às 11h na PF.
SUSPEITA DA POLÍCIA FEDERAL
O pedido de investigação partiu da própria Polícia Federal, que diz ter reunido indícios da atuação do ex-ministro de Jair Bolsonaro para obter o documento de viagem em nome de Cid. A visita ao consulado teria ocorrido agora em maio.
Gilson, por sua vez, alega que procurou a representação diplomática para tratar de uma questão familiar. “Estou surpreso. Nunca fui atrás de nada a respeito de Mauro Cid. Tratei do passaporte para o meu pai”, disse.
No pedido de abertura de investigação, a PF diz suspeitar de que o ex-ministro pudesse procurar outros consultados ou mesmo a embaixada em Brasília, para facilitar a saída do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
As informações reunidas pela PF apontam “elementos sugestivos” de uma ação de Machado para “obstruir a instrução da Ação Penal n. 2.688/DF e das demais investigações que seguem em curso, com o intuito de viabilizar a evasão do país do réu MAURO CESAR BARBOSA CID, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual”.
