Ex-diretor da PRF já negou que blitzes tinham objetivo político
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante interrogatório no STF nesta terça-feira (10), negou ter conhecimento prévio sobre operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições de 2022.
As ações da PRF, que incluíram blitzes em ônibus com destino a locais de votação, são investigadas sob suspeita de terem por objetivo dificultar o acesso de eleitores de Lula às urnas.
Questionado sobre o assunto, Bolsonaro afirmou: “O que eu fiquei sabendo sobre isso, após o ocorrido, é que nenhum eleitor deixou de votar nessas regiões”.
A denúncia da PGR aponta que as blitzes da PRF teriam sido direcionadas a cidades do Nordeste onde Lula teve votação expressiva no primeiro turno.
Na semana passada, o ex-diretor de Operações da PRF Djairlon Henrique Moura também depôs à Suprema Corte e negou que as fiscalizações tivessem o objetivo de prejudicar o andamento das eleições.
Djairlon detalhou que “antes da eleição, foi solicitado que se fizesse uma operação dos ônibus que estavam saindo de São Paulo e da região do Centro-Oeste, que tinha como destino final o Nordeste, com possíveis votantes e recursos financeiros que já estavam sendo investigados pela Polícia Federal“. Ele acrescentou que essa operação “foi formada no dia 21 a 27 de outubro, então a operação acabou bem antes do período das eleições”.
