Trump autorizou Guarda Nacional a Los Angeles
Nos últimos dias, a Califórnia virou centro de protestos violentos contra a política migratória de Donald Trump. O gatilho para a violência foi o anúncio do presidente americano sobre a expansão de deportações em massa e o uso da Guarda Nacional para reforçar as operações de imigração que detiveram 44 imigrantes irregulares.
Os protestos, que se espalharam para San Francisco, resultaram em 70 prisões nas duas cidades. As operações do ICE, concentradas em locais como uma fábrica de roupas no Fashion District de Los Angeles, geraram reações imediatas. Manifestantes bloquearam ruas, atiraram projéteis e danificaram veículos federais. No sábado, em Paramount, área de forte presença latina, a polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter a multidão.
Em San Francisco, protestos semelhantes agravaram o cenário. O governo americano autorizou o envio de 2.000 soldados da Guarda Nacional no domingo (8/6) para controlar os confrontos, sem consultar o governador da Califórnia, Gavin Newsom que classificou a medida como “ato de um ditador” e anunciou planos para desafiá-la judicialmente, alegando que a mobilização é provocadora e desnecessária.
Trump, em sua plataforma Truth Social, acusou autoridades democratas de falharem na gestão da crise e prometeu “restaurar a ordem”. A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, expressou preocupação com o impacto nas comunidades imigrantes. As operações do ICE buscam cumprir a meta de 3.000 prisões diárias de imigrantes irregulares.
Veja também:
Milei endurece regras de imigração; brasileiros podem ter que pagar por universidade
