Chancelaria alega perseguição e risco à vida de migrantes latino-americanos
O regime de Nicolás Maduro emitiu neste domingo (1º) um alerta máximo para que venezuelanos evitem viajar aos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o país governado por Donald Trump representa uma “ameaça real para a vida e dignidade dos venezuelanos e de todos os latino-americanos”.
Em vídeos divulgados pela chancelaria venezuelana, o regime de Maduro alega que os Estados Unidos seriam um “país perigoso”, onde os direitos humanos “não existem para os migrantes”.
A orientação é direta: “Se está pensando em viajar, cancele imediatamente seus planos. Se já mora aí, considere sair imediatamente.”
A comunicação ainda acusa os EUA de operarem uma máquina de perseguição a imigrantes e cultivarem uma “obsessão xenófoba contra os venezuelanos”. O regime chavista afirma que a polícia norte-americana dispara primeiro e pergunta depois e denuncia casos de sequestro de crianças na fronteira, além de prisões de imigrantes em jaulas.
O alerta também faz referência a prisões de venezuelanos nos EUA, que teriam sido enviados para a prisão de segurança máxima de El Salvador, classificada por Caracas como um “campo de concentração” para migrantes.
A escalada de acusações do regime de Maduro ocorre dias após o governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, renovar o alerta para que cidadãos americanos não viajem à Venezuela, alertando para o “alto risco de prisões” no país sul-americano.
“Qualquer pessoa com cidadania dos EUA ou qualquer outro status de residência nos EUA na Venezuela deve deixar o país imediatamente”, reiterou o governo Trump.
O regime chavista, no entanto, enfrenta sérias denúncias de violação de direitos humanos, com mais de 900 presos políticos e uma série de abusos contra opositores no país.
