STF encerra hoje depoimentos do "núcleo 1" do suposto golpe - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF encerra hoje depoimentos do “núcleo 1” do suposto golpe

Interrogatórios

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouve, nesta segunda-feira (2), a última testemunha de defesa do “núcleo 1” da ação penal que apura uma fantasiosa tentativa de golpe de Estado. Trata-se do senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro.

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Com a oitiva de Marinho, chega a 51 o número de depoimentos prestados. Na sequência, o relator Alexandre de Moraes deve solicitar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados das defesas se manifestem sobre a necessidade de novas provas ou diligências. O prazo é de cinco dias.

Encerrada essa fase, os ministros poderão iniciar os interrogatórios dos réus.

Bolsonaro é acusado de liderar uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022. O grupo é investigado por suposto golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes.

A maior parte das testemunhas chamadas pela defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente estava abatido após o pleito e decidiu entregar o cargo. Foram nessa linha os depoimentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e de Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil.

Eles descreveram Bolsonaro como “triste”, “abatido” e “resignado”, negando qualquer plano de ruptura institucional.

Já os ex-comandantes Freire Gomes e Baptista Júnior, que também foram incluídos como testemunhas pela PGR, confirmaram que o ex-presidente discutiu medidas de exceção. Relataram reuniões nas quais foram apresentados estudos sobre a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e até de um estado de defesa. Segundo os dois, foi mencionada, inclusive, a possibilidade de prender o ministro Alexandre de Moraes.

Em outro depoimento, o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco contou que Bolsonaro perguntou se “algo poderia ser feito na via jurídica” para reverter o resultado das eleições. A reunião incluiu os três comandantes das Forças Armadas e o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

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