IOF: Haddad tenta isentar Galípolo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

IOF: Haddad tenta isentar Galípolo

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro da Fazenda Fernando Haddad declarou nesta sexta-feira (23) que o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo não tem responsabilidade por decisões exclusivas da Fazenda. A fala respondeu à repercussão negativa do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos de fundos brasileiros no exterior, medida posteriormente revista.

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Haddad afirmou que mantém conversas frequentes com Galípolo sobre temas econômicos, mas o decreto que alterava o IOF não foi discutido em detalhes com o Banco Central. “Houve troca de informações. A questão é qualificar o nível da conversa para evitar que ele responda por atribuições da Fazenda” disse o ministro.

Na quinta-feira (22), o secretário-executivo da Fazenda Dario Durigan mencionou que Haddad tratou do tema com Galípolo. No entanto, o ministro esclareceu na rede social X que nenhuma medida foi negociada com o Banco Central. “Sobre as medidas fiscais anunciadas, esclareço que nenhuma delas foi negociada com o BC” publicou Haddad.

A proposta de aumento do IOF previa arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025. Após rejeição do mercado financeiro, o governo excluiu do decreto o trecho que elevava a tributação sobre aplicações de fundos no exterior. A cobrança permanece inalterada.

Haddad minimizou o recuo. “Corrigir rota não é problema, desde que o rumo do equilíbrio fiscal seja mantido” afirmou. Ele relatou ter recebido observações de profissionais do mercado alertando que a medida poderia gerar ruídos e interpretações erradas. Segundo o ministro, Fazenda e Banco Central mantêm diálogo sobre a política econômica e a organização das contas públicas, mas sem interferência em decisões formais.

 

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