STF ouve testemunhas indicadas por Mauro Cid em ação do 8/01 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF ouve testemunhas indicadas por Mauro Cid em ação do 8/01

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta quinta-feira (22) oito testemunhas de defesa indicadas por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, no processo que investiga tentativa de golpe de Estado em 2022.

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Os depoimentos começam às 8h, sob condução do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que também presidiu as oitivas das testemunhas da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foram convocados:

  • Flávio Alvarenga Filho, general de divisão
  • João Batista Bezerra, general de divisão
  • Edson Dieh Ripoli, general de divisão
  • Julio Cesar de Arruda, general
  • Fernando Linhares Dreus, coronel
  • Raphael Maciel Monteiro, capitão
  • Luís Marcos dos Reis, sargento
  • Adriano Alves Teperino, capitão

As audiências são realizadas por videoconferência e seguem até 2 de junho. Com o fim da fase da acusação, agora é a vez das testemunhas de defesa. Mauro Cid será o primeiro a falar, por ter assinado delação premiada. Depois, os depoimentos seguem ordem alfabética entre os réus.

As perguntas serão conduzidas pelas defesas, com possibilidade de questionamentos da PGR, ministros e advogados dos demais envolvidos.

Até o momento, cinco das 82 testemunhas do chamado “núcleo 1” da investigação foram ouvidas. Esse grupo é tratado como o centro do suposto plano golpista. A fase de oitivas tem sido marcada por contradições nos relatos de comandantes militares e advertências de Moraes a participantes das audiências.

Encerrados os depoimentos, Moraes deve marcar os interrogatórios dos réus. Cada etapa compõe o trâmite da ação penal que decidirá pela condenação ou absolvição dos acusados.

Grande parte das provas citadas na denúncia da PGR e no relatório da Polícia Federal foi obtida por meio da delação de Mauro Cid.

Na quarta-feira (21), o brigadeiro Baptista Júnior afirmou em depoimento que Mauro Cid não participava das reuniões que discutiam a possibilidade de uma GLO e a segurança pública do país na transição de governo.

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