Alerta: EUA e China suspendem tarifas por 90 dias - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Alerta: EUA e China suspendem tarifas por 90 dias

Trump e Xi Jinping agendam encontro presencial
Trump e Xi Jinping agendam encontro presencial

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Estados Unidos e China concordaram em cortar drasticamente as tarifas aplicadas sobre os produtos de ambos os lados, por um período inicial de 90 dias. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (12) em um comunicado conjunto.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O acordo é resultado de negociações realizadas em Genebra, na Suíça, entre representantes das duas maiores economias do mundo. Segundo a nota, houve “progresso substancial” nas conversas.

Até 14 de maio, os EUA reduzirão de 145% para 30% as tarifas sobre produtos chineses. A China, por sua vez, baixará de 125% para 10% os impostos sobre importações americanas.

As delegações destacaram “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”.

Um novo canal permanente de diálogo será criado, liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial americano, Jamieson Greer.

“Essas discussões podem ser conduzidas alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em um terceiro país, mediante acordo entre as Partes. Conforme necessário, as duas partes podem realizar consultas em nível de trabalho sobre questões econômicas e comerciais relevantes”, diz o comunicado.

O mercado financeiro reagiu positivamente. Os contratos futuros do Dow Jones subiram mais de 2%. O S&P 500 teve alta de quase 3%, enquanto o Nasdaq Composite, puxado por ações de tecnologia, avançou mais de 3,5% durante o pregão asiático.

Na Ásia, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu mais de 3%. Há também medidas não tarifárias no acordo. Veja abaixo os principais pontos, segundo a agência Reuters:

As tarifas que os Estados Unidos já aplicavam a produtos chineses antes de 2 de abril — data que Donald Trump chamou de “Dia da Libertação” — continuam valendo. Em fevereiro, ele havia fixado uma alíquota de 10% e, em março, elevou em mais 10%. O governo americano anunciou que irá reduzir temporariamente, por 90 dias, as tarifas estabelecidas em 2 de abril, que caem de 34% para 10%.

As sobretaxas impostas durante a fase mais acirrada da guerra comercial, após o dia 2, serão completamente eliminadas.

Por outro lado, seguem válidas as tarifas por setor, como as aplicadas a veículos elétricos, aço e alumínio.

Do lado chinês, a maioria das tarifas de retaliação adotadas desde abril será retirada. Permanecerá apenas uma taxa de 10% sobre produtos dos Estados Unidos.

Inicialmente, a isenção para encomendas internacionais de até US$ 800 da China, que havia sido suspensa pelo governo Trump em 2 de maio, permaneceria. Ou seja, produtos importados de sites chineses como Temu e Shein ficariam de fora do acordo China-EUA.

Antes da nova regra, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) processava quase 4 milhões de encomendas diárias isentas de impostos. Estudos apontam que a maior parte dessas remessas tinha origem na China e em Hong Kong.

O governo chinês anunciou que irá suspender ou eliminar parte das “medidas não tarifárias” adotadas contra os Estados Unidos no mês anterior. No entanto, ainda não está claro como essas ações serão desfeitas.

Entre as possíveis medidas está a decisão tomada em 4 de abril, quando a China adicionou sete minerais classificados como terras raras à sua lista de controle de exportações — movimento interpretado como uma reação direta às sanções comerciais aplicadas por Washington.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade