A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o golpe de R$ 6,3 bilhões contra aposentados e pensionistas do INSS enquadrou 11 entidades, mas outras 20 ainda são alvo de suspeitas, informa o UOL.
Entre as 33 entidades que realizaram descontos na folha de pagamento de beneficiários de 2016 a maio de 2024, 31 são investigadas por cobrar “mensalidade associativa” sem autorização.
Os valores eram descontados mensalmente dos benefícios do INSS por meio de acordos firmados com os beneficiários, que, em troca, supostamente teriam acesso a serviços como assistência jurídica e médica.
A CGU entrevistou presencialmente 1.273 aposentados e pensionistas e todos negaram ter autorizado os descontos feitos por 21 das entidades investigadas.
De acordo com o relatório da CGU, “apenas 52 [entrevistados] informaram estar filiados a uma entidade, e 31 autorizaram o desconto, indicando a possibilidade de 98% dos descontos serem indevidos”.
Entre descontos regulares e indevidos, 19 entidades receberam mais de R$ 15 milhões entre 2016 e maio de 2024. Quem mais recebeu dinheiro foi a Contag: R$ 2,9 bilhões entre 2016 e 2023.
- Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), do irmão do Lula;
- Ambec (Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos);
- AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil);
- AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional), ex-ABSP;
- Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura);
- AAPPS Universo;
- Unaspub (União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos);
- Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais);
- APDAP Prev (Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Apesentados e Pensionistas), ex-Acolher;
- ABCB/Amar Brasil (Associação Beneficente e Cultural Backman Nacional);
- E Caap (Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS)
