Novo aposta em Salles, defende Bolsonaro e fala em chapa Tarcísio-Zema para 2026 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Novo aposta em Salles, defende Bolsonaro e fala em chapa Tarcísio-Zema para 2026

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Por Redação

O cientista político Christian Lohbauer assume a presidência estadual do Novo em São Paulo com a missão de reposicionar o partido à direita e ampliar sua relevância eleitoral em 2026. Ele afirma que a legenda vive um renascimento após a saída de João Amoêdo e admite que o apoio ao impeachment de Jair Bolsonaro foi um erro estratégico.

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O grande erro do partido foi ter encampado o impeachment do Bolsonaro. É quase inexplicável assumir uma pauta dessa, quando a gente trabalhou tantos anos para combater o PT”, disse Lohbauer à Folha, destacando que a legenda agora está mais madura e consolidada no campo da direita.

Ex-vice na chapa presidencial de Amoêdo em 2018, Lohbauer chegou a deixar o Novo, mas retornou em 2022. O partido, que chegou a ter 50 mil filiados pagantes em 2020, viu esse número despencar para 13 mil em 2021. Em 2022, elegeu apenas três deputados federais, ante oito em 2018.

Lohbauer também defende que não houve tentativa de golpe por parte de Bolsonaro e prega anistia para os presos do 8 de janeiro. Apesar disso, admite que o ex-presidente deve ser condenado.

Esse julgamento é totalmente político, não é técnico nem jurídico. Independentemente de as pessoas gostarem ou não do Bolsonaro, é um perigo para o Brasil.

Com foco em 2026, o dirigente defende uma aliança da direita em torno de Tarcísio de Freitas para a Presidência, com Romeu Zema como possível vice.

Contratamos pesquisa para entender quanto o Zema pode ocupar um espaço de presidenciável. Ele é um nome que está na mesa, seja como cabeça de chapa, vice ou articulador de alianças”, explicou Lohbauer.

Caso Tarcísio deixe o governo de São Paulo para disputar a Presidência, Lohbauer aposta no ex-ministro Ricardo Salles como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Para ele, a direita tem poucos nomes competitivos no estado e Salles teria boas chances tanto para o governo quanto para o Senado.

O Novo busca atrair eleitores bolsonaristas e órfãos da direita que não se identificam com partidos como PL, União Brasil e PSD. Para garantir sua sobrevivência, abandonou antigas bandeiras e passou a aceitar coligações e o uso do fundo eleitoral.

A polarização atrapalhou nossa existência. Mas há um espaço aberto para um partido liberal, conservador e consistente”, finalizou.

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