Durante o programa ALive, do jornalista Claudio Dantas, um dos temas debatidos foi sobre qual será a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao projeto da Lei da Anistia, que pode vir a ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Para Marcos Degaut, PhD em segurança internacional, o cenário é sombrio.
“Em condições normais de temperatura e pressão, aquilo que foi decidido pelo Congresso, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, caso ele tivesse um gesto de grandeza desse, que eu também não acredito, estaria pacificado, seria o ponto final. Mas, como já vimos, temos um STF militante, partidário, que tem o seu político e quer escolher quais candidatos participarão das eleições. São aqueles candidatos que podem se subordinar às decisões do Supremo”, disse.
Carol Sponza, cientista política, também não pareceu otimista. “Do STF? (O que se pode esperar é) Mediocridade sempre”, disse, logo em seguida mencionando a falta de conhecimento da população sobre o tema. “Eu estou defendendo a anistia, mas a gente tem que parar de achar. A gente que está assistindo a um programa como o do Dantas é porque gosta de política; essa não é a realidade da população.”
Para Sponza, embora a anistia traga “segurança jurídica”, essencial para o país, ela não será capaz de resolver os conflitos, pois, na sua visão, “a esquerda vai continuar reclamando”.
Eli Vieira, jornalista, acredita que a anistia seria fundamental para pacificar o país, mas que o STF vem demonstrando absoluto desinteresse em buscar esse caminho. Ele ressaltou que para muitos ministros, o exercício da crítica virou “violência”, sugerindo que a pacificação que eles desejam é o silêncio geral.
“O que estão criando é um trono novo, um império novo, uma coisa esquisita aquilo ali”, disse. Para Lucas Godeiro, analista de mercado, “com o Supremo com o viés político que nós temos”, dificilmente a anistia chegará.
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