O governo brasileiro exige a libertação de opositores de Nicolás Maduro como condição para retomar plenamente os acordos com a Venezuela. Os apoiadores de Maria Corina Machado estão asilados na Embaixada da Argentina em Caracas, sob proteção do Brasil. A posição foi comunicada a Caracas, que resiste em liberar os opositores.
Seis opositores buscaram refúgio na Embaixada da Argentina após perseguição do regime venezuelano. Entre eles, estava Fernando Martínez Mottola, assessor da aliança opositora Plataforma de Unidade Democrática (PUD), que conseguiu deixar a embaixada, mas faleceu em seguida. Não há informações concretas sobre a causa da morte.
Outro opositor, Edmundo González, adversário de Maduro na última eleição, está asilado na Espanha desde setembro de 2024, com um mandado de prisão ativo na Venezuela.
Apesar de não reconhecer oficialmente o resultado das eleições venezuelanas, o governo Lula enviou a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira à posse de Maduro. Fontes do Itamaraty indicam que há negociações com Caracas para libertação dos opositores, mas o regime resiste. Em janeiro, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitiu uma nota condenando violações de direitos humanos na Venezuela.
O Brasil é responsável pela segurança da Embaixada da Argentina em Caracas, assim como dos asilados. Maduro chegou a cortar o fornecimento de energia da embaixada, deixando os refugiados dependentes de um gerador problemático. O grupo denuncia violações de Maduro contra o espaço diplomático, o que infringiria convenções internacionais.
Caso Maduro aceite liberar os asilados, o governo brasileiro pretende enviar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar os cinco opositores restantes.
