AGU recorre ao STF contra decisão de Dino sobre emendas parlamentares - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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AGU recorre ao STF contra decisão de Dino sobre emendas parlamentares

Sérgio Lima/PODER 360

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Por Redação

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou na noite de terça-feira (3) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo reconsideração parcial da decisão do ministro Flávio Dino que liberou o pagamento de emendas parlamentares. A decisão de Dino, anunciada na segunda-feira (2), condiciona os repasses a critérios de transparência, rastreabilidade e aprovação de planos de trabalho pelo Executivo.

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No recurso, a AGU questiona três pontos principais:

  • A exigência de um plano de trabalho para liberar as chamadas “emendas Pix”;
  • A identificação nominal dos parlamentares responsáveis por emendas de comissão;
  • E a regra que ajusta os valores das emendas a partir de 2025.

A entidade argumenta que essas condições não levam em conta os avanços promovidos pela Lei Complementar nº 210/2024, sancionada recentemente, que estabelece novas regras para as emendas e foi fruto de diálogo entre os poderes.

Em nota, a AGU afirmou que a lei recém-editada representa um marco no regramento das emendas parlamentares e pediu que o STF reconsidere os pontos contestados à luz desse novo arcabouço legal. A Advocacia-Geral defende que as alterações propostas visam equilibrar a execução das emendas com os princípios de eficiência e transparência.

O debate sobre emendas parlamentares tem gerado tensões entre os poderes, com o Congresso criticando a interferência do Judiciário na definição de regras para a execução dos recursos. A decisão final do STF sobre o recurso da AGU pode impactar diretamente a relação entre Legislativo e Executivo e definir o futuro da gestão das emendas no país.

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