Flávio depõe por escrito em inquérito sobre suposta calúnia contra Lula
Brasília, Terça, 28 de julho de 2026
Política

Flávio depõe por escrito em inquérito sobre suposta calúnia contra Lula

Defesa sustentou que declarações de Flávio fazem parte do debate político

Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução/ Youtube Flávio Bolsonaro

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Por Redação

A defesa do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregou há pouco à Polícia Federal (PF), por escrito, o depoimento no inquérito que apura suposta calúnia contra Lula (PT). Em nota, os advogados negaram a existência de crime e afirmaram que as declarações do senador fazem parte do debate político.

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“Os advogados sustentam que as manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional”, informou a defesa.

Com a entrega do documento, o depoimento presencial que estava marcado para as 14h desta terça foi cancelado. A PF agora analisará o conteúdo para decidir se haverá novas diligências na investigação.

O caso teve origem em um post feito por Flávio no X, em 3 de janeiro, após a captura e prisão do então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por militares dos EUA. Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Em 26 de junho, a PF encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes o relatório final do inquérito, apontando possível crime contra a honra. Em 6 de julho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o senador fosse ouvido para apurar se houve crime de calúnia contra Lula.

A defesa de Flávio alegou que a investigação foi concluída sem que o senador prestasse depoimento formal à PF. Os advogados também solicitaram novas diligências, entre elas o envio de ofícios à Presidência da República, ao Ministério das Relações Exteriores e a tribunais distritais dos Estados Unidos para obtenção de informações sobre Maduro.

Segundo a PGR, embora não considere necessárias todas as diligências solicitadas pela defesa, a oitiva do senador deveria ser realizada. “Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, disse o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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