MST cobra avanço da reforma agrária e critica terceiro mandato de Lula
Brasília, Terça, 28 de julho de 2026
Política

MST cobra avanço da reforma agrária e critica terceiro mandato de Lula

Coordenador do movimento diz que ritmo dos assentamentos é insuficiente e defende novos decretos de desapropriação

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Por Redação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criticou o andamento da reforma agrária no terceiro mandato do Lula e cobrou medidas para ampliar o número de assentamentos. Em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, o coordenador nacional João Paulo Rodrigues afirmou que a gestão atual apresenta os piores resultados da história do movimento nessa área.

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Segundo Rodrigues, a previsão é que cerca de 10 mil famílias sejam assentadas até o fim de 2026. Ele afirmou que, mantido esse ritmo, seriam necessários aproximadamente 15 anos para atender as cerca de 150 mil famílias atualmente vinculadas ao MST.

Movimento cobra mais recursos

O dirigente atribuiu o desempenho da política de reforma agrária à falta de recursos destinados ao setor e responsabilizou a política econômica conduzida pelo Ministério da Fazenda.

Segundo ele, o principal obstáculo para ampliar os assentamentos não está em questões administrativas, mas na limitação orçamentária.

Defesa de decretos presidenciais

Durante a entrevista, Rodrigues defendeu que o governo utilize decretos presidenciais para acelerar desapropriações destinadas à reforma agrária.

Na avaliação do coordenador, o processo poderia avançar sem depender de novas deliberações do Congresso Nacional.

Apoio eleitoral mantido

Apesar das críticas ao governo, o MST informou que continuará apoiando a candidatura de Lula à reeleição em 2026.

João Paulo Rodrigues afirmou que participará da coordenação da campanha presidencial e disse que o movimento pretende manter a cobrança por avanços na reforma agrária.

Segundo o dirigente, caso Lula seja reeleito, será necessário ampliar os recursos destinados aos assentamentos e acelerar a execução das políticas voltadas ao setor.

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