Nicarágua rebate governo Lula: "Nossa democracia, nossas eleições"
Brasília, Sexta, 24 de julho de 2026
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Nicarágua rebate governo Lula: “Nossa democracia, nossas eleições”

Regime sandinista afirma que eleições no país seguem regras democráticas

Nicarágua rebate governo Lula: "Nossa democracia, nossas eleições"
Foto: Reprodução

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A ditadura da Nicarágua reagiu na quinta-feira (23) à manifestação do governo Lula (PT) sobre a declaração do ditador Daniel Ortega de que “não voltará a haver eleições” no país. O regime sandinista afirmou que os processos eleitorais nicaraguenses seguem sendo democráticos e vinculados à soberania nacional.

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Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua, o governo Ortega afirmou que se trata de “nossa democracia, nossas eleições”. “Acusamos o recebimento da nota publicada hoje pela Chancelaria do Brasil e, para todos os efeitos, reiteramos que, na lógica da nossa soberania nacional, a Nicarágua assegura processos eleitorais democráticos, livres e transparentes, de acordo com as normativas das instituições nacionais correspondentes”, afirmou a pasta.

O regime também declarou manter “carinho fraternal em relação ao povo do Brasil” e disse respeitar as instituições brasileiras.

A reação ocorreu após o Itamaraty divulgar nota na quarta (22) afirmando ter recebido “com preocupação” a declaração de Ortega durante evento em comemoração ao 47º aniversário da Revolução Sandinista. Na ocasião, o líder nicaraguense afirmou que o país não teria mais eleições.

Desde 2007 no poder, Ortega é acusado por organismos internacionais e opositores de restringir liberdades políticas e conduzir eleições sem garantias democráticas.

Após a repercussão da fala, o presidente do Parlamento da Nicarágua, Gustavo Porras, afirmou que haverá eleições no país, mas dentro de um novo marco constitucional que, segundo ele, evitará “ingerência estrangeira” e ações de “traidores da pátria”.

A declaração de Ortega ocorreu durante a celebração do aniversário da Revolução Sandinista. Segundo o ditador, a mudança teria como objetivo impedir que a oposição pudesse, por meio de um processo eleitoral, “tomar o poder”.

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