A União Europeia (UE) e a China reagiram hoje (24) às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos de 60 parceiros comerciais. A Comissão Europeia afirmou que as medidas estão em linha com o acordo comercial firmado entre as partes, enquanto o governo chinês voltou a criticar as tarifas unilaterais e disse que guerras comerciais não beneficiam nenhum dos lados.
As novas medidas estabelecem tarifas de 10% e 12,5%. Segundo Washington, a decisão foi adotada porque os países afetados não estariam tomando medidas suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.
A Comissão Europeia informou que recebeu as novas tarifas com cautela e avaliou que elas seguem os compromissos assumidos pelos Estados Unidos na declaração conjunta assinada entre as partes no ano passado.
Segundo Bruxelas, as novas tarifas não serão acumuladas às taxas já aplicadas pelos EUA sobre produtos europeus. O governo americano também manteve isenções para itens como cortiça, diamantes, aeronaves, peças aeronáuticas, medicamentos genéricos e ingredientes farmacêuticos ativos.
Em nota, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o resultado cria condições para ampliar as negociações sobre novas isenções tarifárias e fortalecer a cooperação comercial.
O bloco também declarou esperar que Washington mantenha o cumprimento do acordo firmado em julho do ano passado, em Turnberry, na Escócia.
Pelo entendimento, a União Europeia eliminou tarifas de importação sobre produtos industriais americanos, enquanto os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa de 15% sobre a maior parte dos produtos europeus.
“Isso é essencial para continuar proporcionando aos nossos respectivos mercados a estabilidade e a previsibilidade tão necessárias.”
A Comissão Europeia também voltou a rejeitar a alegação dos Estados Unidos de que o bloco não combate adequadamente o trabalho forçado.
China volta a criticar tarifas
O governo chinês também reagiu às medidas anunciadas por Washington.
Em declaração nesta sexta-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que Pequim se opõe à adoção de tarifas unilaterais e reiterou que disputas comerciais não trazem benefícios para nenhuma das partes.
A manifestação mantém a posição adotada pela China em relação à política tarifária dos Estados Unidos em disputas comerciais internacionais.