PL acusa ICL de campanha antecipada contra Flávio
Brasília, Sexta, 24 de julho de 2026
Justiça

Em primeira mão: PL acusa ICL de campanha antecipada contra Flávio

Representação obtida com exclusividade por este site pede suspensão da mobilização, aponta impulsionamento pago, rede de WhatsApp e propaganda eleitoral antecipada em benefício de Lula

Flavio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Flavio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Por Mariana Albuquerque

O nosso site obteve com exclusividade a representação protocolada pelo Partido Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual a legenda acusa o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) de utilizar sua estrutura empresarial para promover propaganda eleitoral antecipada contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com favorecimento ao presidente Lula. Segundo a ação, o instituto teria organizado uma campanha digital coordenada com uso de perfis institucionais, grupos de WhatsApp, impulsionamento pago e mecanismos de mobilização de usuários para influenciar as eleições de 2026.

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Na ação, o PL sustenta que não questiona a produção do documentário ou a atividade jornalística do instituto. O alvo da representação é o uso da estrutura de uma pessoa jurídica para organizar e difundir conteúdo político-eleitoral antes do período permitido pela legislação. Segundo o partido, a operação teria sido estruturada para ampliar artificialmente o alcance do material e interferir na percepção pública sobre um pré-candidato às eleições de 2026.

PL aponta rede organizada para ampliar alcance do documentário

De acordo com a representação, o ICL utilizou seus perfis nas redes sociais para divulgar o documentário “Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um”, incentivando usuários a comentar a palavra “DOCUMENTÁRIO”. Após essa interação, os participantes eram direcionados para grupos oficiais de WhatsApp, onde recebiam conteúdos exclusivos e instruções para compartilhar o material com outros contatos.

O documento afirma que os grupos eram apresentados como espaço para compreender um projeto que “pode definir as eleições de 2026” e que os participantes eram incentivados a fazer o debate alcançar mais pessoas “antes das eleições”.

Segundo o PL, a estrutura identificada já reunia cerca de 200 grupos de WhatsApp, com aproximadamente 160 mil pessoas conectadas, formando uma rede permanente de distribuição do conteúdo. A representação descreve o fluxo da operação como: publicação nas redes sociais, cadastramento do usuário, ingresso em grupos oficiais, envio de conteúdo exclusivo e convocação para compartilhamento com terceiros.

Partido cita impulsionamento pago e investimento de até R$ 80 mil

Outro ponto central da ação é o impulsionamento patrocinado do conteúdo.

Segundo a representação, a Biblioteca de Anúncios da Meta registra 137 anúncios relacionados ao documentário, patrocinados pelo próprio Instituto Conhecimento Liberta. O material teria alcançado mais de um milhão de impressões, com investimento estimado entre R$ 70 mil e R$ 80 mil.

Para o PL, o impulsionamento de conteúdo político-eleitoral por pessoa jurídica viola a legislação eleitoral.

Representação diferencia jornalismo de mobilização eleitoral

A petição afirma que o caso não envolve censura ao conteúdo produzido pelo ICL nem questiona sua linha editorial.

Segundo o partido, a discussão é sobre o uso coordenado da estrutura empresarial para organizar uma campanha digital com finalidade político-eleitoral antes do período autorizado.

A ação sustenta que houve utilização integrada de perfis empresariais, mecanismos de interação, cadastramento de usuários, grupos oficiais de mensagens, comunicação continuada e convocação para ampliar a circulação do conteúdo político-eleitoral.

PL pede suspensão da campanha e quebra de informações financeiras

Na representação, o Partido Liberal solicita que o TSE conceda tutela de urgência para interromper imediatamente a mobilização organizada em torno do documentário.

A legenda também pede que o ICL informe os valores gastos na produção e divulgação do conteúdo; detalhe eventuais contratos mantidos com a Administração Pública Federal, direta ou indireta, em 2025 e 2026; apresente informações sobre os grupos de mensagens utilizados na distribuição do material; e informe eventual recebimento de recursos de partidos políticos, incluindo o PT.

O processo ainda aguarda análise do Tribunal Superior Eleitoral.

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