Neta de Pedro Coco rebate autuação por obstrução do ICMBio
Brasília, Quarta, 22 de julho de 2026
Brasil

ICMBio acusa neta de Pedro Coco de obstruir operação, mas jovem não estava no local

Anna Luíza Oliveira expõe erro grave de órgão de fiscalização de Lula no Pará

Anna Luiza Oliveira recebendo autuação do ICMBio. Foto: Reprodução/ Anna Luiza Oliveira
Anna Luiza Oliveira recebendo autuação do ICMBio. Foto: Reprodução/ Anna Luiza Oliveira

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Por Redação

A jovem Anna Luiza Oliveira, neta do produtor rural Pedro Ferreira Lima, conhecido como “Pedro Coco”, afirmou nesta quarta-feira (22) ter sido surpreendida por um auto de infração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por suposta obstrução à fiscalização ambiental. Segundo ela, estava em Goiás quando ocorreram os fatos que motivaram a autuação e, por isso, nega qualquer participação no episódio.

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Agentes do ICMBio foram entregar pessoalmente o documento administrativo à Anna Luiza. Durante a abordagem, um fiscal explicou que a notificação se referia à suposta obstrução da fiscalização ocorrida durante a operação que resultou na apreensão do rebanho de seu avô.

Na conversa, gravada pela família, o agente afirmou que o objetivo era apenas cientificar a jovem sobre o auto de infração e orientá-la sobre os meios de defesa previstos no processo.

“Eu não estava no Pará”

Ao receber o documento, Anna Luiza contestou imediatamente a acusação.

Segundo ela, sua família é de Rio Verde (GO) e ela não estava em São Félix do Xingu quando moradores da região soltaram parte do gado apreendido pelo ICMBio.

“Vocês estão me dando um auto de infração sendo que eu não estava no local. Vocês estão me notificando por uma coisa que eu não tenho nada a ver”, afirmou.

A jovem também pediu que o órgão revisasse toda a investigação antes de responsabilizá-la. Além disso, recusou-se a assinar o documento. Os agentes registraram apenas que ela havia tomado ciência da notificação, procedimento previsto no processo administrativo.

Durante a conversa, ela afirmou ainda que sua única atuação após a operação foi defender o avô nas redes sociais.

“Minha defesa foi nas redes sociais. Foi defesa do meu avô. Eu não xinguei ninguém. Só achei muito injusto o que fizeram com um senhor idoso.”

Registros

Para sustentar sua versão, Anna Luiza apresentou ao portal registros que, segundo ela, comprovam que estava em Goiás durante o período da operação.

Entre os documentos e imagens apresentados estão:

  • histórico de corridas por aplicativo em Rio Verde (GO);
  • fotografias registradas em Rio Verde nos dias 8 e 15 de junho;
  • imagem com localização em Guapó (GO) no dia 19 de junho;
  • registro indicando chegada a São Félix do Xingu (PA) apenas em 4 de julho, às 6h20.

Publicação nas redes sociais

Após receber a notificação, a jovem publicou uma manifestação em seu perfil no Instagram, onde voltou a negar qualquer participação nos acontecimentos.

“Fui surpreendida ao ser notificada pelo ICMBio com um auto de infração. Os agentes foram até o local onde eu estava apenas a passeio, na casa de um vizinho, alegando que eu estaria presente no local onde moradores da região se revoltaram e soltaram o gado do meu avô.”

Na sequência, acrescentou:

“Essa alegação não corresponde à realidade. Quando os fatos ocorreram, eu sequer estava no Pará. Eu estava em Rio Verde, Goiás, e só retornei ao Pará algum tempo depois, quando tudo isso já havia acontecido. Portanto, não participei.”

Caso Pedro Coco

A notificação está relacionada aos desdobramentos da Operação Pasto Nullus, realizada pelo ICMBio na Estação Ecológica Terra do Meio, em São Félix do Xingu (PA).

Na operação, o instituto apreendeu o rebanho pertencente ao produtor rural Pedro Coco sob a alegação de irregularidades ambientais e sanitárias. Posteriormente, os animais foram abatidos e a carne distribuída no município de Curralinho (PA), medida que passou a ser contestada pela defesa do produtor.

A família afirma que houve ilegalidades durante a fiscalização e questiona tanto a apreensão quanto a destinação dada aos animais.

O caso foi tema de recentes edições do programa ALive, do portal, que ouviu o advogado Diogo Franco e também Pedro Coco e sua esposa, Antônia.

Franco criticou a atuação dos órgãos ambientais no Pará e afirmou que produtores rurais vivem um cenário de insegurança jurídica. Já Antônia relatou que o rebanho representava o sustento da família e contestou a condução da operação.

Confira o vídeo do momento:

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