Governo reúne setor produtivo após não negociar com Trump contra tarifaço
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Governo reúne setor produtivo após não negociar com Trump contra tarifaço

Encontros com entidades da indústria ocorrem após o Brasil não conseguir barrar tarifa de 25%

Porto- Governo reúne setor produtivo após não negociar com Trump contra tarifaço
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Por Redação

O governo Lula (PT) inicia hoje (21) reuniões com representantes do setor produtivo para discutir a tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo é apresentar medidas de resposta, ouvir os setores afetados e definir ações para reduzir os impactos da sobretaxa.

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A iniciativa ocorre após o Executivo petista não se empenhar nas negociações com a administração Trump antes do anúncio da tarifa. A condução das reuniões desta terça ficou com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A 1ª rodada de conversas reúne, de acordo com a CNN Brasil, representantes da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

Também foram chamadas entidades como Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).

Segundo o MDIC, a sobretaxa americana deve atingir 18% das exportações brasileiras aos EUA. Outros 57% dos produtos continuarão isentos, enquanto cerca de 24% já estão submetidos a outro regime tarifário relacionado às exportações de aço e alumínio.

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou na sexta passada (17) a criação de um plano de R$ 130 milhões para ampliar mercados compradores de produtos brasileiros. A agência pretende financiar viagens de empresários estrangeiros ao Brasil para aproximar empresas nacionais de novos compradores.

A prioridade deve ser a União Europeia, além de países da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.

As empresas afetadas pela tarifa têm até quarta (22), data de início da cobrança, para tentar antecipar embarques e reduzir perdas. Produtos que já estiverem em trânsito internacional antes da vigência da medida e forem nacionalizados nos EUA até 29 de julho ficarão isentos.

Após a entrada em vigor da tarifa, exportadores brasileiros poderão solicitar exceções ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos). O pedido pode ser feito com apoio de importadores americanos.

Em 2025, mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação dos EUA após pressão de empresas e consumidores. A medida beneficiou itens considerados sensíveis para a inflação americana, como carne bovina, café e suco de laranja.

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