A Comissão Executiva Estadual do Republicanos aprovou por unanimidade o nome do ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato da legenda ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. A decisão foi tomada em reunião realizada na última sexta-feira (18) e ainda será homologada na convenção estadual do partido, marcada para o próximo sábado (25).
Segundo o Republicanos, a escolha foi baseada em debates internos e em uma pesquisa eleitoral encomendada pela legenda. Na convenção também deverão ser oficializadas as candidaturas do partido aos demais cargos em disputa.
Garotinho venceu a disputa interna contra o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português. Após a definição, afirmou nas redes sociais:
“Eu sei que não será fácil. O Rio vive uma falência administrativa, moral, política e é preciso reconstruir e refundar os princípios republicanos do estado. Eu farei isso.”
O ex-governador tem mais de 40 anos de atuação na política fluminense. Foi prefeito de Campos dos Goytacazes por dois mandatos, governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002, secretário estadual de Segurança, secretário de Governo e deputado federal.
Em 2002, renunciou ao governo para disputar a Presidência da República pelo PSB, terminando a eleição em terceiro lugar, com cerca de 15 milhões de votos. Também concorreu outras vezes ao Palácio Guanabara. Em 2010, desistiu da candidatura ao governo e foi eleito deputado federal com a maior votação do estado. Em 2014, ficou em terceiro lugar na disputa pelo Executivo fluminense. Já em 2018, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.
Nos últimos meses, Garotinho passou a participar de podcasts e programas nas redes sociais, nos quais afirma ter acesso a informações sobre investigações da Polícia Federal envolvendo nomes da política nacional e do Rio de Janeiro. Em uma dessas declarações, disse ter conhecimento de um suposto vídeo relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não apareceria nas imagens citadas.
Em março deste ano, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação de Garotinho no âmbito da Operação Chequinho. A decisão considerou ilícitas as provas obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes. O ex-governador havia sido condenado a 13 anos de prisão por compra de votos nas eleições municipais de 2016, acusação que teve a condenação anulada pelo Supremo.
Em nota, o Republicanos afirmou que a definição do nome de Garotinho representa mais uma etapa da preparação do partido para as eleições de 2026 e informou que seguirá discutindo, até a convenção estadual, a composição da chapa e as estratégias da campanha.