A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou ontem (15) que o endividamento de 81,6% das famílias brasileiras contribuiu para a queda de 0,4% no volume de serviços em maio. Os dados do setor foram divulgados pelo IBGE.
“O impacto direto do aperto financeiro é visível nos serviços prestados às famílias, que registraram expansão moderada de só 0,2% em maio. O segmento tem sido sustentado de forma isolada pelas atividades de alimentação, enquanto o setor de alojamento acumula queda no ano e as demais atividades voltadas ao consumidor operam próximas da estabilidade”, disse a CNC.
O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio de 2026 na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE nesta quarta-feira (15.jul). Em abril, o setor havia registrado alta de 1,1%.
O endividamento das famílias brasileiras ficou em 81,6% em junho, mesmo percentual registrado em maio. O resultado interrompeu uma sequência de 5 meses de alta e indica estabilidade do indicador, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC, divulgada na terça-feira (14.jul.2026).
A CNC afirmou ainda que o setor de serviços foi afetado por dificuldades relacionadas à oferta e à infraestrutura de combustíveis. O segmento de transportes recuou 1,0% em maio, pressionado pelo aumento dos custos operacionais e pela menor demanda industrial.
Segundo a entidade, a desaceleração do setor só não foi maior devido à manutenção do mercado de trabalho aquecido.
“O nível de emprego aquecido e a manutenção da massa de rendimento real dos trabalhadores continuam gerando suporte ao consumo básico. No entanto, o potencial de expansão do setor segue limitado pelo alto custo do crédito e pelo endividamento recorde mapeado pela confederação”, declarou a CNC.