Flávio defende união de candidatos da direita - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Política

Flávio defende união de candidatos da direita

Em entrevista ao Flow Podcast, senador afirmou que pesquisas apontam disputa com Lula no segundo turno e disse que adversários do mesmo campo político devem evitar confrontos

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu hoje (15) a união dos partidos de centro-direita na disputa presidencial de 2026 e criticou ataques entre pré-candidatos do mesmo campo político. Em entrevista ao Flow Podcast, ele afirmou que, segundo as pesquisas de intenção de voto, o cenário atual aponta uma disputa de segundo turno entre ele e o presidente Lula.

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Flávio disse respeitar todos os nomes colocados para a sucessão presidencial e revelou que incentivou algumas pré-candidaturas por considerar importante ampliar o debate sobre o governo federal durante a campanha.

“Todos têm direito de lançar seus próprios candidatos. Eu respeito muito todos eles. Fui um grande incentivador da pré-candidatura de alguns. Disse que era importante disputar a eleição e participar dos debates”, afirmou.

Segundo o senador, a campanha deve servir para discutir a situação do país e apresentar críticas à atual gestão.

“Os debates vão mostrar para a população que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, declarou.

Críticas a ataques entre aliados

Flávio afirmou que alguns pré-candidatos passaram a direcionar críticas ao nome que lidera o campo da direita após o início da pré-campanha. Na avaliação dele, essa estratégia enfraquece o grupo político.

“Agora parece que orientaram alguns a atacar o pré-candidato que aparece na frente das pesquisas”, disse.

O senador sustentou que levantamentos de intenção de voto apontam uma disputa equilibrada entre ele e Lula.

“Se você olhar praticamente todas as pesquisas, a tendência é um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Algumas mostram empate técnico, outras colocam um ou outro numericamente à frente, mas todas apontam uma disputa acirrada”, afirmou.

Apoio de Jair Bolsonaro

Durante a entrevista, Flávio atribuiu sua posição nas pesquisas ao apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo deixou um movimento político consolidado e transferiu esse capital eleitoral para sua pré-candidatura.

“O presidente Bolsonaro deixou um movimento, deixou princípios, ideias e exemplo. Como passou o manto dele para mim, já que ele não pode disputar, as pessoas estão seguindo quem tem credibilidade, que é Jair Messias Bolsonaro”, declarou.

“Missão maior” contra o PT

Ao encerrar o tema, Flávio afirmou que pretende evitar ataques a outros nomes da centro-direita por considerar que, em algum momento, todos estarão no mesmo lado da disputa contra o PT.

“Mais cedo ou mais tarde a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido atacar alguém do mesmo espectro político pensando apenas em quem vai para o segundo turno”, disse.

O senador também afirmou que críticas entre pré-candidatos podem desestimular eleitores e reduzir o apoio ao grupo político.

“Atacar o Flávio, ou o Flávio atacar o Caiado, ou o Caiado atacar o Zema, é um desserviço. Eu não vou me prestar a esse papel”, concluiu.

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