PF: Pacheco se reuniu com dirigente de entidade que fraudou INSS
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Política

PF: Pacheco se reuniu com dirigente de entidade que fraudou INSS

senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, se reuniu em 2023 com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para tratar da indicação do presidente do INSS.

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A informação consta no 1º relatório final da investigação, entregue na última sexta (10) ao ministro André Mendonça, relator do caso da “Farra do INSS” na Corte. A Conafer é uma das entidades citadas pela PF na apuração sobre o esquema de descontos associativos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

Segundo a corporação, o encontro ocorreu em 1º de fevereiro e teria sido articulado pelo então deputado federal Euclydes Pettersen, apontado pelos investigadores como responsável por aproximar Lopes de políticos com influência sobre nomeações na cúpula do instituto.

“As mensagens provam que, no dia da posse dos parlamentares (01/02/2023), possivelmente utilizando os acessos proporcionados por EUCLYDES, CARLOS ROBERTO se reuniu com o Senador RODRIGO PACHECO para tratar da nomeação do Presidente do INSS”, diz trecho do documento da PF.

Ainda de acordo com a investigação, em uma conversa no mesmo período, Lopes comentou a eleição das mesas da Câmara e do Senado, afirmou que “Pacheco foi eleito” e disse que estava “indo encontrar com eles” para tratar da escolha do presidente do INSS.

A PF aponta Euclydes Pettersen como uma peça central do esquema por facilitar o acesso de Lopes a políticos que, segundo a corporação, tinham “alguma ingerência” sobre indicações para cargos estratégicos do INSS.

De acordo com os investigadores, Lopes atuava na indicação de servidores para funções consideradas estratégicas para o funcionamento do esquema, enquanto integrantes do grupo recebiam pagamentos recorrentes.

Segundo a PF, os cargos de presidente do INSS, diretor de Benefícios e procurador-geral do instituto eram considerados fundamentais para garantir “a boa fluidez do esquema” e a “blindagem contra as auditorias”.

Em nota, Pacheco negou a reunião e afirmou que o senador não conhece Lopes. Segundo ele, a data citada pela PF coincide com a eleição para a presidência do Senado, o que inviabilizaria qualquer encontro.

“Não conheço e nunca estive com o senhor Carlos Lopes e a senhora Bruna Braz. Nunca me reuni para tratar de indicação da pessoa de Glauco André Fonseca Wamburg que, aliás, eu sequer sabia que havia sido presidente do INSS. Também nunca fiz indicação alguma para o INSS e não conheço seus diretores e ex-diretores”, diz o texto do senador.

“Parece se estar diante de uma confusão de informações que misturou a notícia da minha eleição para presidente do Senado, um fato nacional mencionado por um cidadão de Minas Gerais, com outros assuntos que não me dizem respeito. A referência a ir se ‘encontrar com eles’ por certo não me inclui”, concluiu Pacheco.

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