Moraes nada fez quando Michelle divulgou cartas de Bolsonaro
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
Política

Moraes nada fez quando Michelle divulgou cartas de Bolsonaro

Ex-primeira-dama publicou cartas do ex-presidente em fevereiro, mas não foi alvo de qualquer decisão do ministro

Michelle vai à posse de Nunes Marques e topa com Moraes e Viviane
Kebec Nogueira/Metrópoles

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu ontem (13) por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a divulgação, no último sábado (11), de uma carta escrita pelo ex-presidente e lida pelo senador durante uma live nas redes sociais.

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Na decisão, Moraes entendeu que a divulgação violou a proibição imposta a Bolsonaro de utilizar redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”, e caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação no caso da suposta “trama golpista”.

Apesar do entendimento adotado contra Flávio, Moraes não tomou qualquer medida contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que também publicou cartas escritas por Jair nas redes sociais.

Em fevereiro, Michelle divulgou uma carta do ex-presidente em comemoração aos 18 anos de casamento do casal. Em março, também publicou outro texto em que Bolsonaro oficializava apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) para o Senado por Mato Grosso do Sul e fazia um apelo público para que cessassem as críticas internas da direita contra ela e outros aliados.

Além de suspender as visitas, Moraes deu prazo de 48h para que a defesa de Bolsonaro informe se o ex-presidente tinha conhecimento prévio da divulgação da carta por Flávio. Também encaminhou cópias da decisão e dos vídeos ao procurador-geral eleitoral para análise de eventuais providências.

Com a decisão, Flávio ficará impedido de visitar o pai até, pelo menos, 11 de outubro, após a realização do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.

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