Dino manda bloquear 6 milhões de Cunha por indicação de emendas
Brasília, Domingo, 12 de julho de 2026
Justiça

Dino manda bloquear 6 milhões de Cunha por indicação de emendas

Cunha é alvo de Dino por influência sobre emendas
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Por Claudio Dantas

Eduardo Cunha também foi alvo de Flávio Dino na investigação sobre emendas parlamentares. O ministro do Supremo determinou o bloqueio de R$ 6 milhões por relação do ex-deputado com a indicação de 21 emendas.

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Segundo a Polícia Federal, Cunha também demandou Mariângela Fialek, considerada a planilhadora das chamadas emendas secretas.

“Ele dispõe dos serviços da MARIANGELA FIALEK e da liberdade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do comentimento dos crimes de peculato”, diz o relatório da PF.

Em sua decisão, Dino diz que Cunha, “desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”.

“O conjunto de elementos já permite concluir que EDUARDO CUNHA opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional.”

Para o ministro, “isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”.

As mensagens extraídas do celular de Mariângela, conhecida como Tuca, evidenciam a realocação de recursos entre municípios de Minas Gerais, para onde Cunha mudou seu domicílio eleitoral, a fim de tentar um novo mandato na Câmara dos Deputados.

SEM PROVAS

Apesar da acusação de peculato, a PF não oferece neste momento provas de que o dinheiro dessas emendas tenha sido desviado em algum esquema de corrupção. Com essa mesma lógica, Dino mandou bloquear quase R$ 120 milhões de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por direcionar emendas mesmo sem ter mandato parlamentar.

Dino admite que não há indícios de crime de Valdemar, mas isso não importa

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